História
Os historiadores dizem-nos que a prática da Hidroterapia do Cólon, ou na sua forma mais básica, o enema, foi transmitida pelos Deuses aos Egípcios. No século V, Heródoto escreveu: “Os egípcios limpavam-se durante 3 dias consecutivos, todos os meses, procurando a saúde através de eméticos (induzindo o vómito) e enemas, pois pensam que todas as doenças chegam ao homem através da sua alimentação”
O uso do enema não se limitou aos egípcios – os gregos e os romanos também contribuíram para a história do enema. Primeiro Hipócrates, médico grego considerado o pai da medicina, prescrevia o uso de enemas para tratar a febre. Consequentemente o médico romano Asclepíades da Bitínia (a quem se atribui o estabelecimento da medicina em Roma) utilizava o enema para infecções e parasitas intestinais.
Durante a Idade Média o uso do enema tornou-se a moda popular para a nobreza e era praticado até pelos mais altos níveis da realeza.
Em 1480, Luís XI também foi um grande defensor dos enemas (ou clisteres como também ficou conhecido).
A “era do enema” ficou associada ao século XVII. Na sociedade parisiense era moda desfrutar de três ou quatro enemas por dia. O clister atingiu o seu auge nos primeiros anos do reinado de Luís XIV, que, segundo consta, fez mais de 2.000 enemas durante sua carreira.
Durante o início do século XX, o uso da hidroterapia do cólon diminuiu lentamente entre a comunidade médica à medida que laxantes e outras drogas se tornaram mais disponíveis comercialmente.
A Hidroterapia do Cólon regressa quando o foco na prevenção aumenta, assim como a procura por alternativas mais naturais.